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19 novembro 2018

PAUSAR A VIDA PELOS FILHOS

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Fiquei pensando em quantas vezes, desde que me tornei mãe, já escutei a frase ‘não pause sua vida pelos filhos, pois eles um dia crescem’... 
“Cria-se o filho pro mundo", todo mundo diz. As asas, as benditas asas. Eu sei, você sabe. Não pausar a vida. Ideia curiosa essa já que ser mãe é viver eternamente de pausas. 
Por 9 meses, pausa o vinho. Por aproximadamente 40 dias se pausa a vida sexual. Por muitas e muitas noites pausa o sono , pausam a reunião de trabalho, a ligação importante, a oportunidade profissional. Pausa a poupança, porque juntar dinheiro fica difícil. A gente pausa as refeições e os banhos. Pausa os planos de viagens, as saídas com as amigas, as idas ao cabeleireiro. A gente pausa o coração na preocupação e pausa a própria vida pra respirar a deles”,
“criar para o mundo”. “O que isso seria? Suponho que minha mãe me criou ‘para o mundo’, sempre me dando asas. Fui conquistar esse mundão para o qual a minha mãe me criou. Mas a verdade é que eu nunca deixei de ser dela. Um pedaço dela. Um produto dela. Então eu penso, enquanto tomo meu chá e com saudades da minha mãe, que filhos não são do mundo. Nossos filhos são nossos! Eles vieram da gente e voltam pra gente de novo e de novo. Mesmo estando longe, eles são nossos. Nossos pedaços. Nossos produtos. Os produtos de todas as nossas pausas. Porque é na pausa que fortalecemos o vínculo, é na pausa que construímos as memórias. É no pausar da vida, nesse incessante viver pelo outro, em meio às dores e sacrifícios que, como mulheres, muitas vezes nos vemos plenas; e mais do que isso, nos vemos mães".

(Autora desconhecida).

Gostaram do texto? Qual a opinião de vocês a respeito?

16 outubro 2018

CONVITE CHÁ REVELAÇÃO | + de 20 IDEIAS

Está preparando um Chá de Revelação, mas ainda não decidiu como será o convite? Eu também estava nessa e ver algumas inspirações na internet me ajudaram e muito! Por isso salvei várias ideias de convite para Chá Revelação e vim compartilhar com vocês, espero ajudá-los também!

convite chá revelação
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convite chá revelação
convite chá revelação
convite chá revelação

E abaixo está o convite do meu chá revelação. A arte foi feita com muito amor por uma amiga e ficou lindo, eu adorei!

convite chá revelação

Se você já sabe como quer o seu convite é hora de criá-lo. Para quem se atreve a criar algumas artes, pode se arriscar em alguns programas e colocar a mão na massa. Há também muitas artes editáveis  e gratuitas que vocês encontram na internet, aí é só baixar e fazer pequenas alterações sem muitas dificuldades, não é preciso programas profissionais para fazer isso.
Caso você queira um convite personalizado, do seu jeitinho, o ideal é procurar alguém que ofereça serviços de design gráfico. Há muitas opções online, caso não encontre uma próxima de você.

Espero que esse post tenha te ajudado.
Um beijo e até o próximo!

03 fevereiro 2016

O super poder de uma mãe

Todas as mães ganham super poderes quando os bebês nascem. 
O poder da audição, quando seu bebê faz qualquer barulhinho você escuta, às vezes esta na casa de alguém e a pessoa diz que não ouviu e seu bebê realmente está lá com seu papo ou resmungo.
O poder do sono leve, antes você dormia e podia cair o mundo inteiro e você estava lá dormindo feito uma pedra, agora qualquer barulho e você já está de pé no quarto do seu filho em frações de segundos, poder da velocidade da luz.
O poder da visão, enxergar seu filho de longe, e até mesmo antes dele se direcionar, você já sabe qual será o próximo passo ou o próximo alvo das mãos curiosas.
Poder do reflexo, com outras crianças você não tinha a mesma velocidade, agora é automático, quase sem pensar o corpo reage para proteger sua cria.
O poder da adivinhação, decifrar choros, resmungos, irritação, risos e alegrias, porque ninguém melhor que você pra conhecer seu filho.
O poder de entender a língua deles, todo aquele blá blá blá e você sabe exatamente o que ele está falando, como?
O poder da paciência, nem precisamos mais contar até 10.
Poder da memória, porque só a mãe sabe onde estão todas as coisas.
O poder de encantar, fazer seu filho sorrir só em ver seu rosto, fazer ele parar de chorar quando você o pega no colo, fazer ele dormir com seu cheiro.
O poder de ser feliz, depois de um dia ruim, uma noite mal dormida e você tem lá sua felicidade plena para sempre.
O poder de amar, o mais poderoso de todos, aquele que não te deixa fraquejar, que te faz ser melhor a cada dia, que te faz a melhor mãe que seu filho pode ter, a mãe perfeita pra ele.
Quem é mãe com super poderes? 





Tairine Vieira, 23 anos, mãe, curitibana, viciada em Grey’s Anatomy e ariana. Não tenho preconceitos com músicas, filmes ou qualquer coisa que seja. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada, por isso estou aqui. Certa vez analisaram minha caligrafia, e disseram que a letra não encosta na linha porque eu sonho demais, o que é verdade, afinal, pés no chão, não é comigo. Eu acredito que o ser humano é movido a paixões, amores e sonhos. Tenho um enorme defeito, rir de tudo que não posso e na hora errada. Costumo me dar ao luxo de passar os domingos de pijama vendo séries e filmes o dia todo. Sou fissurada em fotografias, e amo enxergar a simplicidade nos pequenos detalhes.

20 janeiro 2016

O OUTRO LADO DA MATERNIDADE

Oi, gente. Tudo bem?

Ontem estava vasculhando a internet procurando assuntos referentes à maternidade, e percebi em meio a tantos textos que 90% das mães mentem sobre a maternidade.
Sim, 90% MENTEM! 
Claro que a maioria diz que a maternidade tem seus altos e baixos, mas nenhuma fala a verdade dos “baixos”. Mostram apenas as fotos felizes da família que poderia protagonizar um comercial de margarina, dizem que lidam bem com qualquer situação que aparece, que não se estressam, que os filhos não aprontam, que não passaram por tais fases...  
Uma pesquisa feita diz que as mães mentem sim sobre a criação dos filhos por medo e insegurança, medo do que outra mãe vai dizer, afinal o mundo da maternidade é formado por palpites.
Antes de ter filho, a maternidade parece mil maravilhas, e quando você tem um filho e decide falar se  “mal” da maternidade você vai ser julgada como aquela que não gosta de ser mãe.
As mães acabam contando inverdades para se sentirem mais mães, para serem mães politicamente corretas, esposa e mulher perfeita.
Tem mãe que omite sobre TV, refrigerantes, doces, papinhas industrializadas, desfralde e até babá… Criar um bebê é difícil, muitas vezes trabalhoso, exige muita paciência, disposição, tempo… 
De inicio eu era completamente rígida em vários assuntos referente a maternidade, hoje aprendi a ser mais maleável, e aprendi a assumir isso para mim mesma. 
Eu tive e ainda tenho dias difíceis apesar da Clarinha ser muito boazinha, tem dias que a Maria Clara está chatinha e eu reclamo, me sinto culpada depois. Eu já tentei fazer a Clarinha dormir um pouco mais porque eu estava caindo de sono, já quis voltar a dormir e deixá-la no berço quietinha, mas não consegui...
Já deixei a Clarinha tomar um gole de refrigerante em um almoço de família, já deixei ela um dia sem banho, já deixei ela jantar assistindo TV. Já chorei por querer ser uma mãe melhor, e me sentir carregada de responsabilidade.
Eu tenho meu jeito de criar e minha forma de apego, mas não julgo quem faz diferente, seja a forma de tratar, educar, brincar e costumes os filhos. 
Já fiz tantas coisas que aprendi a falar a verdade e assumir no dia a dia minhas falhas de mãe, e aceitar que ainda cometerei muitos erros. 


É tão difícil ouvir a verdade, que quando ouvimos sentimos um alivio. Você chega a pensar: ufa, eu não sou a única, não me sinto a pior mãe do mundo agora. E a verdade é que até para amigas próximas as mães omitem. 
Maternidade virou quase religião, se alguém não concorda já sai discussão.
Além da culpa que carregamos, sofremos pressão da sociedade em sermos a melhor mãe sempre. 
Às vezes tenho vontade de sair e esquecer de todas as preocupações de mãe. 
E quando falta uma dessas coisas lá vem aquela mãe que nunca reclama, que tem a vida linda e feliz (aham, sei!) te apontar. A maternidade é linda e pode ser levada numa boa, mas temos que assumir: não somos perfeitas e reclamar e enlouquecer um pouco faz parte!

Tairine Vieira, 23 anos, mãe, curitibana, viciada em Grey’s Anatomy e ariana. Não tenho preconceitos com músicas, filmes ou qualquer coisa que seja. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada, por isso estou aqui. Certa vez analisaram minha caligrafia, e disseram que a letra não encosta na linha porque eu sonho demais, o que é verdade, afinal, pés no chão, não é comigo. Eu acredito que o ser humano é movido a paixões, amores e sonhos. Tenho um enorme defeito, rir de tudo que não posso e na hora errada. Costumo me dar ao luxo de passar os domingos de pijama vendo séries e filmes o dia todo. Sou fissurada em fotografias, e amo enxergar a simplicidade nos pequenos detalhes.

13 janeiro 2016

AMAMENTAÇÃO

amamentação


Oi, gente, tudo bem?

Quero compartilhar com vocês hoje a minha curta experiência de amamentação.
Essa semana minhas redes sociais estão bombando com esse assunto e eu não poderia deixar de contar a minha experiência.
Como toda mãe de primeira viagem, durante toda a minha gestação eu li e ouvi sobre muitas coisas envolvendo a amamentação, sobre o quanto era doloroso e sofrido, que tinha que ter todo o cuidado necessário com os mamilos desde o início da gestação, como comprar pomadas específicas, simpatias e demais coisas que no meu ver não eram necessárias. Eu não dei ouvido para nada, passei toda a minha gestação tranquila nesse quesito.
 Mas aí eis que acontece o que eu menos esperava, tive problemas com a amamentação no exato momento que a Clarinha nasceu, mas o motivo não foi por não ter o cuidado que eu deveria ter tido, mas sim por conta do probleminha que a Clarinha nasceu, ela veio ao mundo com 2.800kg, mas parecia um bebê prematuro de tão pequenina, já na primeira mamada descobrimos que ela havia nascido com problema de sucção, e isso para mim foi um completo desespero. Durante os três dias que eu passei na maternidade tive todo o apoio médico, as enfermeiras estiveram comigo o tempo todo me auxiliando, pois o problema não estava em como era o formato dos meus mamilos, ou como eu a amamentava, mas sim a maneira em que a Maria Clara sugava. No primeiro dia de vida ela passou por exames básicos, e até fez um teste com a fonoaudióloga, porém o problema persistiu e no segundo dia tivemos que introduzir a fórmula artificial na seringa, e ela ficou em “observação” com soro intravenoso, pois a Maria Clara já dava sinais que a glicose dela estava abaixo do normal.
Como ela estava perdendo peso, os médicos queriam entuba-la para que ela pudesse se alimentar. Eu lembro o tamanho do meu desespero com isso, pois eu sabia que se abaixasse demais a hipoglicemia da Clarinha havia o risco de ter convulsões ou até mesmo lesões cerebrais.
Eu tentava amamentar de todas as formas possíveis, mas não tinha sucesso. No terceiro dia, por um verdadeiro milagre ela teve uma melhora no exame e eu consegui amamentar, não foi lá grande coisa, mas como o porcentual da glicose havia aumentado consideravelmente fomos  liberadas para enfim ir para casa.
Os 4 primeiros dias que estivemos em casa foi o meu pior pesadelo, pois o que eu tinha conseguido amamentar foi pelos ares e voltamos a estaca zero. Clarinha não conseguia abocanhar toda a aureola do seio, e com isso comecei a ter fissuras horríveis. Eu tinha leite para matar a fome de quadrigêmeos se necessário, mas não para saciar a fome da minha própria filha.
Na primeira consulta de rotina, Maria Clara “gorfou” um liquido escuro, o que me causou um desespero no mesmo instante, ela foi encaminhada para o setor de internamento e fizeram mais uma bateria de exames nela.
Meu coração sangrava por dentro, afinal, Clarinha estava com 7 dias de vida, perdendo o pouco de peso que tinha e eu não podia ficar com ninguém para me dar um auxilio com ela, o meu emocional estava extremamente abalado. Minha mãe me acompanhou até o hospital, mas não pode ficar comigo, lembro exatamente de quando fecharam a porta e cada uma ficou de um lado, a enfermeira me guiou até o quarto onde a Clarinha ficaria, e eu só conseguia pensar: como vou lidar com isso sem minha mãe, aqui?
À noite na hora das visitas o Rodrigo foi nos ver, e aí caí em lágrimas...
Eu me sentia tão impotente, culpada, me sentia um ser impuro. Eu pensava que a culpa dela estar daquele jeitinho era toda minha. Eu a via no bercinho e não conseguia entender o porquê um serzinho tão indefeso tem que sofrer já que nasce.
No dia seguinte veio os resultados dos exames da Maria Clara e constou não era nada grave. Ficamos de observação durante mais um dia e fomos embora.
Em casa eu persisti na amamentação durante um mês. Chorei, gritei toda a vez que a Clarinha encostava no meu seio, eu via meu seio sangrar. Tive inicio de mastite, usei conchas para o seio, fiz de tudo.
 Como eu tinha leite para esbanjar, eu tirava o leite para poder dar na mamadeira para ela, e foi aí que as coisas começaram a dar certo. Compramos uma mamadeira com bico ortodôntico, e ela foi se adaptando, mas o pouco leite que eu conseguia tirar não estava sendo o suficiente para ela ganhar peso e aumentar o porcentual de hipoglicemia, então fui ao método que toda mãe teme, a fórmula artificial.  
Quando ela começou a tomar a fórmula para mim foi um alivio poder ver ela se alimentando bem e ganhando peso, de outro lado me sentia culpada por saber que eu não pude saciar minha filha.

Maria Clara não teve cólicas no curto tempo que mamou no peito e nem quando foi para a fórmula artificial. Creio que eu tive sorte em relação a isso.

A amamentação não é algo fácil, tem crianças que assim como a Clarinha nascem com problema de sucção, e a mãe não deve se culpar eu fiz na época. Tem mães que tem o bico do seio invertido o que dificulta a amamentação também. São diversos fatores que influenciam.

Hoje depois um bom tempo eu não me culpo de não ter amamentado a Clarinha, tenho comigo que dei o meu melhor e fiz o que pude por ela com amor, preferi introduzir a fórmula ao invés de vê-la chorando de fome com dificuldade de sugar.

Toda mãe tem suas neuroses e com o tempo passam, hoje entendo e não julgo mães que não amamentam, sei que todas as mães fazem o melhor por seus filhos com todo o amor do mundo.

A maternagem é cheia de altos e baixos e vamos compartilhando isso aqui.

Até semana que vem.




Tairine Vieira, 23 anos, mãe, curitibana, viciada em Grey’s Anatomy e ariana. Não tenho preconceitos com músicas, filmes ou qualquer coisa que seja. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada, por isso estou aqui. Certa vez analisaram minha caligrafia, e disseram que a letra não encosta na linha porque eu sonho demais, o que é verdade, afinal, pés no chão, não é comigo. Eu acredito que o ser humano é movido a paixões, amores e sonhos. Tenho um enorme defeito, rir de tudo que não posso e na hora errada. Costumo me dar ao luxo de passar os domingos de pijama vendo séries e filmes o dia todo. Sou fissurada em fotografias, e amo enxergar a simplicidade nos pequenos detalhes.

24 setembro 2015

O SUSTO E A ALEGRIA MATERNA

Oi, gente. Tudo certinho com vocês? Eu espero que estejam muito bem.

Recebi o convite de escrever aqui no blog, e fiquei muito feliz em poder compartilhar com vocês um pouquinho da minha vida, meus gostos e sonhos. Fiquei super indecisa sobre o que escrever em meu primeiro post. Aí pensei, por que não escrever sobre o meu amor maior? Contarei para vocês hoje sobre meu lado materno.

Eu descobri que estava grávida com 4 meses de gestação.  Creio que estejam  se perguntando: como assim? E os sintomas?

Eu  desconfiei que estivesse com cisto ou algo do gênero, pois ao caminhar eu sentia uma dor e um peso terrível no pé da barriga. Quando consultei um médico, ele me avaliou e com cuidado disse: Tairine, você está grávida, e pelo tamanho do seu útero está com uns 4 meses. Lembro que eu congelei, senti uma onda de calafrio percorrer pelo meu corpo, e eu caí na risada e disse que era impossível, pois eu estava menstruando normalmente e também não tinha nenhum sintoma de gravidez.  Mas não tinha como eu contestar um médico, então eu peguei a guia para solicitar um ultrassom e verificar se estava tudo certinho com o bebê. Quando eu saí da sala dele, entrei em choque. É como se tirassem o chão sob meus pés, afinal, eu tinha acabado de terminar meu namoro, tinha 22 anos e não tinha nada na vida ainda, como é que eu, logo eu poderia estar grávida? Saí do consultório médico e fui ao supermercado e liguei para minha mãe, desesperada, quando ouvi sua voz no outro lado da linha, eu tive uma crise de choro e não conseguia parar, é como se eu pudesse colocar todo o desespero em minhas lágrimas, depois de uns minutos eu  falei entre soluços e lágrimas: mãe, eu tô grávida. Recordo que naquele instante, parecia não haver nenhuma pessoa no supermercado, era apenas eu sozinha ali, com um celular no ouvido, aguardando por uma resposta da pessoa a qual eu sabia que poderia contar. Ela tranquilamente disse: filha, vai ficar tudo bem, se acalme, venha para casa e não se preocupe, isso não é o fim do mundo. O mais engraçado, é que por dentro eu estava desesperada e angustiada, mas por fora eu aparentava estar tranquila, eu não tinha nem sinal de barriga, e não me sentia gravida.

Se em algum momento passou em minha cabeça abortar? Sim! Mas foi um momento tão passageiro, tão rápido que evito lembrar. Eu sempre fui contra o aborto, e pensei, quem sou eu para tirar a vida de um ser eu estou gerando?

No dia seguinte, eu tinha pela frente uma difícil tarefa a ser feita, falar com meu ex-namorado, e correr atrás de pré-natal, o qual eu já estava atrasadíssima. E lidar com o fato de me aceitar gravida.

Quando contei ao Rodrigo que eu estava grávida, ele não quis aceitar a ideia, foi o primeiro momento em que meu chão caiu, o segundo momento, foi quando meu pai  parou de falar comigo ao descobrir a gravidez. O que mais doeu? Não sei dizer até hoje. Foram dores diferentes, eu sabia que poderia criar um filho sozinha, mas eu não queria, e sabia também que um dia meu pai me trataria normalmente, que para ele foi um susto saber que eu estava gravida. Todos reagem de alguma forma, e eu teria que lidar com isso.

Fui a um show com minha melhor amiga, e a convidei para ser madrinha do bebê. Minha mãe comprou o primeiro sapatinho vermelho... Os dias foram passando, e enfim, eu e o Rodrigo nos entendemos e decidimos ficar juntos, nós compramos os móveis para nossa casa, meu pai voltou a falar comigo, fiz o primeiro ultrassom e soube que eu estava esperando uma menina, escolhemos o nome, fiz meu chá de panela, comprei o  enxoval, e arrumamos com carinho o quarto da nossa pequena Maria Clara. Demorei quase dois meses para postar uma foto da minha barriga nas redes sociais, a surpresa das pessoas foi tanta, que eu fiquei sem saber lidar com tantas perguntas e também felicitações.

Quando estava quase no fim da minha gestação, descobri que estava com gravidez de alto risco, fiz diversos exames para sempre verificar se estava tudo bem comigo e com a Maria Clara. Eu estava  quase completando 42 semanas,  e a Maricota não queria vir ao mundo de maneira alguma, quando enfim comecei a sentir contrações. Era 23h do dia 5 de Abril de 2014.

Durante toda a minha gestação, eu li muito sobre maternidade, e enfiei em minha cabeça que eu aceitaria fazer parto normal, porque não queria ter várias camadas de pele cortadas, e diversas outras coisas que eu achava que era aquilo e ponto final. É engraçado quando somos mães de primeira viagem, temos uma opinião e parece que nada no mundo nos fará mudar de ideia. Eu fui para a maternidade, e fiquei sedada por 4hr, eu delirava de dor, e em certo momento a médica foi verificar a minha dilatação e disse para a enfermeira preparar a sala urgente, pois eu havia perdido todo o liquido amniótico.

Eu queria naquele momento poder voltar ao tempo, não queria que a Maria Clara nascesse, pois eu sabia que não estava preparada, queria que alguém estivesse ali comigo me dando apoio, queria poder parar de sentir tanta dor, em certa altura eu até prendia o ar, pois respirar me causava dor. Eu não consigo entender até hoje porque as pessoas que falam que esse momento é mágico. É incrível saber que você está dando a vida à alguém, mas é terrível saber que pra isso, você sente dores que parece vir da alma.

Fiz uma cesariana de emergência, e fiquei ciente todo o momento, e quando a Maria Clara “nasceu” eu ouvi: o cordão está enrolado no pescoço dela. Ela estava quase entrando em sofrimento fetal. A enfermeira pegou a minha pequena princesa e a levou as pressas para uma salinha ao lado. O anestesista que estava comigo, tentava me tranquilizar, mas a Maria Clara não chorava, creio que foram os dois minutos mais longos da minha vida. E novamente tudo o que eu queria era ter alguém ao meu lado para me dizer que tudo ficaria bem, ouvir alguma voz familiar para saber que aquilo tudo o que estava acontecendo passaria e ficaria bem. Quando enfim ela chorou, eles a trouxeram para mim, Maria Clara estava roxa azulada, eu não conseguia chorar, eu fiquei em choque.  Colocaram aquele serzinho minúsculo pesando 2.800kg, em cima do meu peito. Lembro que ela “olhou para mim” , me levaram para o quarto com ela ali enroladinha ainda em um cueiro, e com uma toquinha. Eu não consegui sentir todo aquele amor imensurável o qual eu ouvia as outras mães dizerem, o que eu senti foi medo. Medo por não dar conta de um serzinho tão pequeno e frágil, medo por ser uma péssima mãe, medo por eu fazer algo errado à ela sem eu querer, eu mal sabia cuidar de mim mesma, eu nunca tinha pegado um recém-nascido no colo, e nem me imaginava mãe... Foram tantos pensamentos que rondaram minha cabeça que eu não sabia nem como agir.

Maria Clara nasceu tão pequenina que parecia ser prematura, as roupinhas ficavam enormes nela, eu pude amamenta-la durante apenas um mês, pois ela nasceu com problema de sucção, o que a impedia de conseguir sugar o leite do meu peito. Ela chorava de um lado, e eu do outro. Com os dias passando eu renasci da minha própria filha, eu aprendi com ela a ser melhor, a não ser egoísta e a pensar em outra pessoa antes de pensar mim mesma.

É incrível como um serzinho tão pequenino pode mudar a vida de alguém completamente. Ninguém conta o quanto é difícil você amamentar um bebê, ninguém conta em como é cansativo ficar acordada madrugada adentro, esperando sua bebê terminar de mamar para fazê-la arrotar. Também não contam em como é estressante, em como nos sentimos, em como ficamos horríveis, em como as unhas do bebê crescem tão rápido que você cansa de cortar. Não contam em como é chato a dieta, e como é complicado criar uma nova rotina com uma criança em casa, não contam nada....  Têm tantos livros de experiências maternas por aí, mas só você sendo mãe para entender,  aprender e dar valor na sua própria mãe.

Desde o inicio eu fotografei a Maricota a cada minuto, aproveitei cada cheirinho, cada apertinho da mãozinha minúscula em meu dedo, aproveitei cada banho, preparei com amor e primeira papinha, e cantarolava com amor musiquinhas para ela, fiquei emocionada com o primeiro passo, primeira vez que ela disse mamãe.  E ainda assim sinto tantas saudades. Maria Clara hoje tem 1 ano e 5 meses, e é a pessoinha mais gênio forte, inteligente e linda que conheço. O mundo pára toda vez que ela me abraça, me beija e me chama de mamãe.

Fiz uma carta e espero entregar para a Maria Clara quando ela fizer 10 anos, e o meu sonho de mãe? Ser para a Maricota, o que minha mãe foi e ainda é para mim. Afinal, não existem coisas melhores do que lembranças da infância. Quero que minha filha tenha lembranças tão boas quanto as minhas. Quero que ela se lembre sempre de eu brincando com ela,  de casinha, de boneca, quero fazer desenhos para ela pintar, quero assistir com ela os desenhos que ela gosta, quero ser uma mãe presente e amiga.

E como todas as mães, me sinto culpada, por muitas vezes ter negado um colo, ou algo assim, talvez seja coisa de mãe mesmo, sempre sentir que deve algo para o filho, e está em falta em alguma coisa.

Minha vida mudou por completo, hoje sou casada, mãe, e toda a minha vida passada não pássa de uma mera lembrança boa. Os amigos que eu achei que tinha, se afastaram e ficaram apenas os verdadeiros, os que entendiam que ao invés de poder sair em um sábado, eu tinha roupa de bebê para lavar. Filho de certa forma é um divisor de águas na vida de uma mãe.

Se eu desejo ter outro filho? Com toda a certeza do mundo!

Eu posso me arrepender de várias coisas as quais já fiz, mas jamais me arrependerei de ter sido mãe.

É incrível como quando algo que não estamos preparados acontece em nossas vidas, achamos que será o fim do mundo, mas na verdade é só um novo inicio, um novo ciclo, um novo caminho, e para mim, uma nova vida.

Hoje vejo que passei por tudo e estou firme e forte, o susto da gravidez passou, e hoje tenho uma companheira linda e gordinha pra chamar de minha.

Maternidade - Mãe de Primeira Viagem

Gente, hoje contei para vocês um pouquinho sobre meu lado materno. Me contem se gostaram de saber sobre esse meu lado de mãe.

Espero por vocês semana que vem, com um post incrível

Beeeeijos. ♥


Tairine Vieira, 23 anos, mãe, curitibana, viciada em Grey’s Anatomy e ariana. Não tenho preconceitos com músicas, filmes ou qualquer coisa que seja. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada, por isso estou aqui. Certa vez analisaram minha caligrafia, e disseram que a letra não encosta na linha porque eu sonho demais, o que é verdade, afinal, pés no chão, não é comigo. Eu acredito que o ser humano é movido a paixões, amores e sonhos. Tenho um enorme defeito, rir de tudo que não posso e na hora errada. Costumo me dar ao luxo de passar os domingos de pijama vendo séries e filmes o dia todo. Sou fissurada em fotografias, e amo enxergar a simplicidade nos pequenos detalhes.
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