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19 novembro 2018

PAUSAR A VIDA PELOS FILHOS

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Fiquei pensando em quantas vezes, desde que me tornei mãe, já escutei a frase ‘não pause sua vida pelos filhos, pois eles um dia crescem’... 
“Cria-se o filho pro mundo", todo mundo diz. As asas, as benditas asas. Eu sei, você sabe. Não pausar a vida. Ideia curiosa essa já que ser mãe é viver eternamente de pausas. 
Por 9 meses, pausa o vinho. Por aproximadamente 40 dias se pausa a vida sexual. Por muitas e muitas noites pausa o sono , pausam a reunião de trabalho, a ligação importante, a oportunidade profissional. Pausa a poupança, porque juntar dinheiro fica difícil. A gente pausa as refeições e os banhos. Pausa os planos de viagens, as saídas com as amigas, as idas ao cabeleireiro. A gente pausa o coração na preocupação e pausa a própria vida pra respirar a deles”,
“criar para o mundo”. “O que isso seria? Suponho que minha mãe me criou ‘para o mundo’, sempre me dando asas. Fui conquistar esse mundão para o qual a minha mãe me criou. Mas a verdade é que eu nunca deixei de ser dela. Um pedaço dela. Um produto dela. Então eu penso, enquanto tomo meu chá e com saudades da minha mãe, que filhos não são do mundo. Nossos filhos são nossos! Eles vieram da gente e voltam pra gente de novo e de novo. Mesmo estando longe, eles são nossos. Nossos pedaços. Nossos produtos. Os produtos de todas as nossas pausas. Porque é na pausa que fortalecemos o vínculo, é na pausa que construímos as memórias. É no pausar da vida, nesse incessante viver pelo outro, em meio às dores e sacrifícios que, como mulheres, muitas vezes nos vemos plenas; e mais do que isso, nos vemos mães".

(Autora desconhecida).

Gostaram do texto? Qual a opinião de vocês a respeito?

13 janeiro 2016

AMAMENTAÇÃO

amamentação


Oi, gente, tudo bem?

Quero compartilhar com vocês hoje a minha curta experiência de amamentação.
Essa semana minhas redes sociais estão bombando com esse assunto e eu não poderia deixar de contar a minha experiência.
Como toda mãe de primeira viagem, durante toda a minha gestação eu li e ouvi sobre muitas coisas envolvendo a amamentação, sobre o quanto era doloroso e sofrido, que tinha que ter todo o cuidado necessário com os mamilos desde o início da gestação, como comprar pomadas específicas, simpatias e demais coisas que no meu ver não eram necessárias. Eu não dei ouvido para nada, passei toda a minha gestação tranquila nesse quesito.
 Mas aí eis que acontece o que eu menos esperava, tive problemas com a amamentação no exato momento que a Clarinha nasceu, mas o motivo não foi por não ter o cuidado que eu deveria ter tido, mas sim por conta do probleminha que a Clarinha nasceu, ela veio ao mundo com 2.800kg, mas parecia um bebê prematuro de tão pequenina, já na primeira mamada descobrimos que ela havia nascido com problema de sucção, e isso para mim foi um completo desespero. Durante os três dias que eu passei na maternidade tive todo o apoio médico, as enfermeiras estiveram comigo o tempo todo me auxiliando, pois o problema não estava em como era o formato dos meus mamilos, ou como eu a amamentava, mas sim a maneira em que a Maria Clara sugava. No primeiro dia de vida ela passou por exames básicos, e até fez um teste com a fonoaudióloga, porém o problema persistiu e no segundo dia tivemos que introduzir a fórmula artificial na seringa, e ela ficou em “observação” com soro intravenoso, pois a Maria Clara já dava sinais que a glicose dela estava abaixo do normal.
Como ela estava perdendo peso, os médicos queriam entuba-la para que ela pudesse se alimentar. Eu lembro o tamanho do meu desespero com isso, pois eu sabia que se abaixasse demais a hipoglicemia da Clarinha havia o risco de ter convulsões ou até mesmo lesões cerebrais.
Eu tentava amamentar de todas as formas possíveis, mas não tinha sucesso. No terceiro dia, por um verdadeiro milagre ela teve uma melhora no exame e eu consegui amamentar, não foi lá grande coisa, mas como o porcentual da glicose havia aumentado consideravelmente fomos  liberadas para enfim ir para casa.
Os 4 primeiros dias que estivemos em casa foi o meu pior pesadelo, pois o que eu tinha conseguido amamentar foi pelos ares e voltamos a estaca zero. Clarinha não conseguia abocanhar toda a aureola do seio, e com isso comecei a ter fissuras horríveis. Eu tinha leite para matar a fome de quadrigêmeos se necessário, mas não para saciar a fome da minha própria filha.
Na primeira consulta de rotina, Maria Clara “gorfou” um liquido escuro, o que me causou um desespero no mesmo instante, ela foi encaminhada para o setor de internamento e fizeram mais uma bateria de exames nela.
Meu coração sangrava por dentro, afinal, Clarinha estava com 7 dias de vida, perdendo o pouco de peso que tinha e eu não podia ficar com ninguém para me dar um auxilio com ela, o meu emocional estava extremamente abalado. Minha mãe me acompanhou até o hospital, mas não pode ficar comigo, lembro exatamente de quando fecharam a porta e cada uma ficou de um lado, a enfermeira me guiou até o quarto onde a Clarinha ficaria, e eu só conseguia pensar: como vou lidar com isso sem minha mãe, aqui?
À noite na hora das visitas o Rodrigo foi nos ver, e aí caí em lágrimas...
Eu me sentia tão impotente, culpada, me sentia um ser impuro. Eu pensava que a culpa dela estar daquele jeitinho era toda minha. Eu a via no bercinho e não conseguia entender o porquê um serzinho tão indefeso tem que sofrer já que nasce.
No dia seguinte veio os resultados dos exames da Maria Clara e constou não era nada grave. Ficamos de observação durante mais um dia e fomos embora.
Em casa eu persisti na amamentação durante um mês. Chorei, gritei toda a vez que a Clarinha encostava no meu seio, eu via meu seio sangrar. Tive inicio de mastite, usei conchas para o seio, fiz de tudo.
 Como eu tinha leite para esbanjar, eu tirava o leite para poder dar na mamadeira para ela, e foi aí que as coisas começaram a dar certo. Compramos uma mamadeira com bico ortodôntico, e ela foi se adaptando, mas o pouco leite que eu conseguia tirar não estava sendo o suficiente para ela ganhar peso e aumentar o porcentual de hipoglicemia, então fui ao método que toda mãe teme, a fórmula artificial.  
Quando ela começou a tomar a fórmula para mim foi um alivio poder ver ela se alimentando bem e ganhando peso, de outro lado me sentia culpada por saber que eu não pude saciar minha filha.

Maria Clara não teve cólicas no curto tempo que mamou no peito e nem quando foi para a fórmula artificial. Creio que eu tive sorte em relação a isso.

A amamentação não é algo fácil, tem crianças que assim como a Clarinha nascem com problema de sucção, e a mãe não deve se culpar eu fiz na época. Tem mães que tem o bico do seio invertido o que dificulta a amamentação também. São diversos fatores que influenciam.

Hoje depois um bom tempo eu não me culpo de não ter amamentado a Clarinha, tenho comigo que dei o meu melhor e fiz o que pude por ela com amor, preferi introduzir a fórmula ao invés de vê-la chorando de fome com dificuldade de sugar.

Toda mãe tem suas neuroses e com o tempo passam, hoje entendo e não julgo mães que não amamentam, sei que todas as mães fazem o melhor por seus filhos com todo o amor do mundo.

A maternagem é cheia de altos e baixos e vamos compartilhando isso aqui.

Até semana que vem.




Tairine Vieira, 23 anos, mãe, curitibana, viciada em Grey’s Anatomy e ariana. Não tenho preconceitos com músicas, filmes ou qualquer coisa que seja. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada, por isso estou aqui. Certa vez analisaram minha caligrafia, e disseram que a letra não encosta na linha porque eu sonho demais, o que é verdade, afinal, pés no chão, não é comigo. Eu acredito que o ser humano é movido a paixões, amores e sonhos. Tenho um enorme defeito, rir de tudo que não posso e na hora errada. Costumo me dar ao luxo de passar os domingos de pijama vendo séries e filmes o dia todo. Sou fissurada em fotografias, e amo enxergar a simplicidade nos pequenos detalhes.

08 outubro 2015

SER FILHA, SER MÃE!

Recentemente uma colega minha perdeu a mãe, e isso me fez pensar em quão doloroso deve ser não ter mais a mãe por perto. Eu sempre fui muito ligada a minha mãe, sempre fomos melhores amigas, e eu sempre contei tudo para ela, e ela por sua vez sempre foi minha cúmplice em muitas coisas. Eu sempre disse que não saberia o que fazer da minha vida se eu perdesse minha mãe, e ainda penso da mesma forma. Minha mãe é uma guerreira, uma mulher a qual quero me espelhar para dar ensinamentos para a Maricota, desejo doar o máximo de tempo para ela, como minha mãe doou para mim. Quero brincar com a Maria Clara de boneca, de casinha, de professora ou seja lá o que for, para que minha filha tenha momentos lindos registrados na memória, assim como eu tenho. Quando eu estava grávida ela foi a primeira pessoa a saber e a me apoiar, foi ela que comprou o primeiro presentinho para a Maria Clara, um sapatinho vermelho que guardo com muito amor. Quando a Maria Clara nasceu ela tirou férias do serviço para poder me ajudar com os primeiros dias, eu não posso dizer que me tornei mãe instantaneamente, mas eu entendi a minha mãe, eu me descobri como filha, e como mãe. Sabe aquela coisa que todas as mães falam, “quando você for mãe você me entenderá” É a mais pura verdade do mundo! 
A minha vontade foi de olhar pra minha mãe e falar o quanto eu sentia muito por cada vez que eu a deixei nervosa, preocupada, pelas respostas mal dadas e por infinitas vezes não entender por que ela agia de tal maneira, cansei de falar pra ela “a mãe da minha amiga deixou, você é uma chata”, de bater boca e sair xingando baixinho, e hoje eu falo pra ela que prefiro ser a mãe chata, quero dar a minha filha a criação que a minha mãe me deu, ela é o meu maior exemplo de mãe, e de avó.
Eu sempre amei a minha mãe, mas não fazia ideia do amor que ELA sentia por mim, apesar de ser muito amada pela minha mãe, o amor de mãe é algo quase impossível de descrever, quantas vezes minha mãe se calou e esperou que eu fizesse algo que ela sabia que não daria certo, mas por amor ela esperou que a vida me ensinasse. Apesar de sabermos que os filhos são criados pra um dia voarem sozinhos, dói de pensar, dói de saber que um dia eles não serão mais nossos bebês, que um dia não poderemos mais protegê-los.
Por mais que ela dissesse “quando eu morrer você vai me valorizar”, eu achava que estava certa, que ela não me entendia, mas EU que não a entendia, graças a Deus eu aprendi a ser filha com a minha mãe aqui pertinho de mim, há tempo de falar pra ela o quanto ela é importante pra mim, o quanto ela me ensinou e se hoje eu sou o que sou, é por que ela foi chata e preocupada, ela foi minha mãe.
Hoje, mesmo eu sendo casada, sinto tanta saudade de quando morava ainda com minha mãe, de todas as vezes as quais ela passava roupa, e eu ficava sentada perto dela conversando, de todas as vezes as quais ela me emprestou roupa e isso acabava sendo motivo para briga, saudades das vezes que deitávamos juntas para assistir filmes, ou então ficávamos conversando sobre séries...
Hoje sinto a necessidade de falar com minha mãe todos os dias, e se eu não falo parece que o dia não é a mesma coisa, minha mãe é o bem mais precioso da minha vida, e eu sou tão grata por Deus permitir que ela esteja comigo, esteja acompanhando o crescimento da Clarinha.

Mãe, hoje meu coração sente o mesmo amor que o seu, eu te amo!

Mães e filhos

Por um mundo onde os filhos valorizem mais suas mães. 



Tairine Vieira, 23 anos, mãe, curitibana, viciada em Grey’s Anatomy e ariana. Não tenho preconceitos com músicas, filmes ou qualquer coisa que seja. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada, por isso estou aqui. Certa vez analisaram minha caligrafia, e disseram que a letra não encosta na linha porque eu sonho demais, o que é verdade, afinal, pés no chão, não é comigo. Eu acredito que o ser humano é movido a paixões, amores e sonhos. Tenho um enorme defeito, rir de tudo que não posso e na hora errada. Costumo me dar ao luxo de passar os domingos de pijama vendo séries e filmes o dia todo. Sou fissurada em fotografias, e amo enxergar a simplicidade nos pequenos detalhes.
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